Letícia Santos G. Costa - Psicóloga Infantil
Psicóloga - CRP 01/12707 Formada pelo UniCEUB. Conclui Formação em terapia analítico-comportamental infantil pelo IBAC-DF em julho/ 2008 e faz especialização em terapia infantil no mesmo instituto desde outubro de 2008. Atende no Valparaíso de Goiás, na BEM VIVER CONSULTÓRIO DE PSICOLOGIA. Possui experiência no atendimento de crianças, adolescentes e adultos.
sábado, 17 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
NÃO EXISTE EX-PAI E EX-MÃE: SEPARAÇÃO E FILHOS.
Letícia Santos G. Costa
Percebo que uma grande dificuldade dos pais com relação a educação dos filhos diante de uma separação. Já que a criança terá tecnicamente duas casas. Duas rotinas diferentes. Conseqüentemente, regras diferentes. Se confundiu lendo isso? Imagine viver isso! Pois bem, é como as crianças devem sentir-se: “Na casa da minha mãe posso dormir a hora que eu quiser e na do meu pai durmo as oito!”; “Meu pai me deu como castigo não assistir televisão, mas minha mãe deixa quando vou à casa dela”. Assim, temos vamos refletir sobre como manter a consistência na colocação de regras e limites e uma relação saudável com os filhos em um momento que é tão delicado na vida de uma família.
Em primeiro lugar devo dizer que ao perceberem a separação como inevitável os pais devem conversar com as crianças sobre o assunto. Sei que todo psicólogo fala isso, mas o diálogo é uma peça muito importante no relacionamento entre pais e filhos. Até porque não adianta dizer que está tudo bem, que não está acontecendo nada de errado. Mas o que é dito não condizer com a realidade: discussões, cara emburrada e de choro dos pais. Assim esta mudança na dinâmica familiar deve ser explicada de maneira clara, não se tornando um mistério que aterroriza as crianças. Deve-se fazer um exercício de separação das funções conjugais das funções de criação dos filhos. Traduzindo: não deixar que o fato de ser ex-marido ou ex-mulher se transforme em ex-pai ou ex-mãe.
É de suma importância salientar que os direitos e deveres de pais não devem ser mudados, o que é diferente é o contexto em que eles são colocados em prática. A participação tanto do pai quanto da mãe na educação da criança é muito relevante. E o pai, inclusive, tem tanta importância no cuidado e educação dos filhos. Assim, uma boa comunicação entre o ex-casal em assuntos relacionados aos filhos é necessária. As regras e limites impostos a criança devem ser discutidas entre os dois para que haja consistência, ou seja, o que é regra na presença do pai, também o é na presença da mão. Filhos não devem ficar em meio a um campo de batalhas. Nossa opinião sobre o desempenho como companheiro, como cônjuge não deve ser repassada aos nossos filhos, como se fosse o desempenho como pai ou mãe. Já que você há de concordar comigo, que em se tratando de um momento de ruptura a tendência é mais fácil falar mal que falar bem do outro.
As responsabilidades de incentivar responsabilidades, assim como as de lazer e diversão, devem ser dos dois. Geralmente o que acontece é que quem fica com a criança durante a semana é o “vilão”: o que cobra tarefas de casa, arrumação do quarto, dormir e comer na hora certa. “Já o que fica nos finais de semana, é o” mocinho”: o que deixa fazer o que quer, na hora que quiser; o que não prolonga o assunto escola. E nessa história devem ter apenas pais e mães: que impõe limites quando necessário, mas também tem uma relação de amor, carinho e cumplicidade com o filho.
Uma tendência da atualidade é a guarda compartilhada, que a meu ver deixa bem claro tudo o que já foi dito, que podemos resumir em uma só frase: filho é para sempre. Casando, separando, recasando. Enfim, não importa o contexto atual. Aliás, é preciso adaptar o relacionamento com os filhos a este contexto: dando amor, limite, tendo uma comunicação positiva, negociando, estabelecendo regras, desculpando-se. É preciso mostrar a criança que ela sempre terá seu pai e sua mãe. Desta maneira fica bem mais fácil passar por esta fase tão confusa que é a separação.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
RECOMEÇAR...
Em breve continuaremos a trocar experiências...aceito sugestões de temas!
Abraço,
Letícia Santos
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Será que meu filho tem fobia escolar?
Fobia escolar é um medo exacerbado que a criança sente em ir para a escola. Ela se revela primeiramente com a recusa da criança em se deslocar para o ambiente escolar, inventando desculpas, o que culmina por evitá-lo. Como a própria criança ainda não sabe que está com medo, geralmente, o quadro se manifesta com mal-estar, podendo apresentar vômitos, dor de cabeça, dor de estômago, náuseas e tonturas na sala de aula. Muitas vezes, esses sintomas podem iniciar antes mesmo da criança sair de casa.Na escola, é muito comum que ela se afaste dos coleguinhas, já que se sente muito mal lá dentro. É importante observar que, se estes sintomas se manifestam apenas um dia ou outro pode, de fato, tratar-se de um mal físico. No caso de crianças que vomitam ao despertarem, ficam pálidas ou sentem suor frio, podemos pensar na possibilidade de outros problemas, que não tem nada a ver com a fobia escolar, muito embora os sintomas físicos sejam muito parecidos. Por isso, é sempre bom investigar!Na fobia escolar, a criança foca o assunto da escola sempre com medo, negativismo e pode chorar para não ir. Fobia escolar é um transtorno de ansiedade e tem tratamento.É essencial que a equipe da escola saiba o que está acontecendo, pois, muitas vezes, uma figura de confiança do aluno deve acompanhá-lo e permanecer por um determinado período no ambiente escolar, até que ele desenvolva autoconfiança. Os próprios coordenadores podem, por vezes, desempenhar este papel, ao ficarem mais próximos deste aluno, encorajando-o a ponto de se sentir bem na sala de aula.A fobia escolar cursa também com o que chamamos de ansiedade de separação (outro transtorno que também acomete crianças), que se configura no medo de se separar dos pais ou pessoas de importante vínculo, em preocupações constantes de que algo de ruim possa lhes acontecer ou até mesmo no medo de perdê-los. Via de regra, crianças que apresentam também ansiedade de separação, além do medo de irem para a escola, têm dificuldades em dormir sozinhas, medo de ir para casa de amigos, entre outras relutâncias em se distanciar das pessoas com as quais passa a maior parte do tempo.Assim, uma maneira da criança ficar menos insegura em se separar dos pais, é oferecer o máximo de sinceridade possível a ela, ou seja, desejar e demonstrar, de fato, que estão felizes ao seu lado, enquanto há tempo disponível para isso. Duplas mensagens por parte dos pais fazem com que a criança fique insegura, já que ela perde a referência com quem e com o que exatamente pode contar. É essa insegurança que a deixa mais "grudenta" e chorosa, pois ela passa a ter um sentimento de que pode ser abandonada a qualquer instante, o que traz grande sofrimento.No momento de ir para escola os pais devem ser firmes, mas respeitar a limitação de seus filhos, pois para eles já é muito difícil estar com estes transtornos.Crianças com fracassos escolares ou com transtorno de aprendizado, mas que são disciplinadas, podem também desenvolver fobia escolar, pois não querem expor os seus insucessos (aliás, como a maioria dos seres humanos). Nestes casos, vale a pena investigar a causa do fracasso escolar, por meio de profissionais especializados na área.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Vale a pena mudar de escola?
Nesta época do ano muitos pais têm vivido o conflito de mudar ou não seus filhos de escola. Qual é a melhor escola para seu filho estudar? E quando optar pela mudança? A princípio, mudar uma criança de escola é algo que deve ser evitado. A situação é delicada, os prós e contras devem ser pesados. Nesse ambiente, a criança faz vínculos importantes e eles só serão consistentes se forem mantidos por um tempo. O grupo que a criança formará na escola servirá como suporte para os novos desafios, inclusive os da aprendizagem. Se ficar mudando sempre de instituição, ela terá menos chance de ter um grupo com essa característica. Além do mais, não é conveniente ficar trocando a linha pedagógica. Há momentos em que é necessário que a criança vá para outra instituição, como na passagem da pré-escola para o primeiro ano. Existem ainda situações em que a mudança é um modo de resolver um problema que o aluno possa estar enfrentando. Tomemos como exemplo o fato de a criança não conseguir ser promovida para a série posterior. Algumas famílias consideram que o melhor é que ela mude de escola para evitar constrangimento entre os colegas. Cada caso é um e deve ser considerado na sua especificidade. Mas, de modo geral, esse não é um bom motivo para a troca de instituição. Os pequenos também devem ser preparados para enfrentar as adversidades. Tirando-os da situação da repetência, sinalizamos que não há problema em fugir dos obstáculos. Há casos em que o melhor é partir para outroscaminhos. Talvez uma escola que tenha um perfil diferente, com linha pedagógica à qual a criança possa se adaptar melhor, contribua para seu desenvolvimento escolar. Nem todas as escolas são adequadas para todos. Algumas vezes, a visão que a instituição tem do aluno é muito negativa. Tudo o que acontece é por culpa dele. Numa situação assim, a troca de colégio pode representar a mudança de visão que a criança vai ter dela própria, pode melhorar sua auto-imagem. Afinal, o que pensamos que somos tem a ver com o que o outro diz sobre nós. Mudar não é a cura sempre Em todos os casos comentados e em muitos outros que conhecemos, mudar de instituição de ensino pode ser interessante. Mas ninguém imagine que a troca será a cura de todos os males. Tudo dependerá de uma atitude do aluno e da própria família de entrar na nova instituição de coração aberto. Caso contrário, cairemos na idéia de que sempre o outro é culpado pelos nossos infortúnios. Só que não é bem assim. Isso faz pensar na expectativa que temos com relação ao ano novo. Sempre que ele inicia temos a idéia de que será diferente. Os dias continuam um atrás do outro. A verdadeira mudança tem que partir de nós mesmos. Semana que vem, falaremos sobre a escolha da escola.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Dislexia
Fonte: Na hora On Line